As facetas dos usuários do Facebook.

É engraçado… no Facebook há pessoas de tudo quanto é raça, cor e preferências sexuais, loucos de jogar pedra, rezadeiras, recalcadas, filósofos, besteirósofos (Ops!!! Neologismo da minha parte) etc. 
É como erva daninha, crescem e se espalham, veja só alguns destes: 
Há os que se revoltam e, às vezes, ou na maioria das vezes, não diz nada do que queria dizer quando escrevem. Erros cometidos que mudam o contexto da frase, e/ou do texto, tornando assim frases dúbias e de difícil entendimento. 
Há também aqueles puritanos que se revelam e os revelados que se aproveitam da ocasião para se “soltarem” e fazer valer a voz da mudança de atitude, até de sexo, se fosse possível. 
Há o santo, que só vivi depositando frases bíblicas e achando que está pregando. Se for verificar a vida desta criatura, é bem provável que ele (ou ela) não segue, e muitas vezes, nem tenta seguir o que oferece para os outros. 
Há os que pensam que todo mundo acredita na sua religião, e empurra de goela adentro frases de efeito que não faz efeito algum para quem não acredita. 
Há o falso poeta, falso escritor, ou mesmo o suposto inteligente que vive colocando frases de outras pessoas, e, nem sequer registra o nome do real idealizador da frase. 
Há o revoltado sem causa, que vive denunciando os males dos movimentos sociais (greve, manifestações populares por uma ideologia, atividades em prol do meio ambiente) e que nem se quer se mexe para fazer valer seus ideais. Fica a crítica pela crítica. Crítica vazia, sem nexo e sem capacidade de transformação. 
Há o que se desespera e transforma o Facebook em psicólogo e analista, que solta seus problemas aleatórios e que muitos nem se quer irão compartilhar seu sofrimento. Aliás, o povo, em sua maioria, não gosta de quem só fala em sofrimento. 
Há o que não sabe se expressar através da escrita, e usa palavras chulas achando que está “abafando” e que por sinal não tem nenhum efeito na pessoa a quem queria atingir. 
Há aquelas que, para chamar atenção, talvez por medo de ficar só, ou provavelmente querendo ser uma messalina, veste micro shorts, tiras (chamadas de saias) e registra a foto para alguém comentar e espalhar a foto, talvez, e é bem provável, esperando para ser chamada (ou chamado) para a Playboy, a revista Sexy ou seja lá o que for. 
Há o “estudante”, que sempre diz que vai estudar, porém, gasta tempo preciosos e só depois, muito depois, realiza o que falou (ou não). 
Há o revelador, que sempre diz o que faz: acordei agora, vou trabalhar, estou saindo, vou a praia, cheguei de viagem, sentei na cadeira, apertei uma tecla, ou estou em tal lugar, estou com minha namorada (ou namorado), vou fazer a prova, cheguei da festa, etc. E o interessante: quase ninguém pergunta isso, porém a pessoa fala mesmo assim. 
Há o de “cabeça bem feita” que respeita as frases dos outros (colocam as autorias); não empurra suas crenças para os que não a pedem; não dize palavras chulas (pois a inteligência não é pra todos, mas só para quem a pratica); compartilha seu sofrimento com pessoas que são apropriadas; escrevem (com alguns erros, é claro, já que ninguém sabe tudo, mas que, pelo menos, estuda um pouco para não dizer besteiras) e tem o cuidado para não dizer algo que venha a se comprometer, ou que tenha, também, a intenção de dizer o que realmente quis dizer. 
É por tudo isso, e muito mais, todavia fica inviável registrar aqui, que o criador do Facebook, Mark Zuckerberg, disse em entrevista: “Se por um lado, os brasileiros fazem o Facebook crescer, por outro estragam tudo”, Esta frase é uma crítica a mau comportamento dos brasileiros na internet. Da mesma forma como se observa no Orkut, os spam e imagens animadas, frases religiosas, recados animados cheios de luzes e enfeites. 
Eita povo brasileiro sem instrução! Acho que o tal do jeitinho brasileiro é nada mais nada menos que preguiça de pensar ou agir conforme atitudes mais viáveis e educadas em respeito ao outro. 
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